Informações adicionais

1. Sobre a organização da pesquisa:

O programa de pesquisas do Instituto intitula-se Aprendizagem relacional e funcionamento simbólico: Pesquisa Básica e Aplicada
A estrutura do programa de pesquisa e desenvolvimento profissional seguirá práticas bem estabelecidas nas áreas de pesquisa biomédica, bio-comportamental e comportamental,  com três componentes principais:

(1) Um componente de Ciência Básica, encarregado do desenvolvimento de novos conhecimentos e novas metodologias relevantes para a compreensão e potencial prevenção ou melhoria de déficits de função simbólica. Alvos do componente de Ciência Básica incluirão:

(a) investigações das condições necessárias e suficientes para o desenvolvimento do funcionamento simbólico, seus componentes e seus precursores;

(b) investigações de processos atencionais (e.g., comportamento de observação) que sejam necessários para o desenvolvimento de funcionamento simbólico;

(c) Desenvolvimento adicional e refinamento de modelos animais que possam informar a análise dos determinantes do comportamento simbólico e o desenvolvimento de procedimentos remediativos para indivíduos com déficits no funcionamento simbólico.

(2) Um componente de Ciência Translacional encarregado da validação efetiva de novos princípios e/ou novos procedimentos derivados dos estudos básicos em estudos clínico/educacionais iniciais, em condições quase-controladas.

(3) Um componente de Ciência Aplicada encarregado do desenvolvimento de soluções exeqüíveis e efetivas em termos de custo/benefício para os desafios da ampla disseminação de procedimentos educacionais e terapêuticos  baseados em evidência científica de sua efetividade para ambientes típicos de serviço (e.g., escolas, hospitais, clínicas, etc.).

A implementação do programa de pesquisas se sustenta fortemente na investigação de natureza experimental, complementada por metodologia observacional.

Pesquisas em modelos de laboratório do processamento simbólico com animais visam levantar as bases de conhecimento sem submeter pessoas a procedimentos exploratórios de efeitos ainda por serem verificados, para posteriormente serem transpostas para condições humanas em que se pretende compreender ou desenvolver processos simbólicos. Pesquisas com pessoas portadoras de deficiências podem também se constituir em modelos experimentais para transpor os conhecimentos obtidos com os modelos animais a problemas humanos. A coleta sistemática de dados nas experiências de desenvolvimento tecnológico com pessoas em situação de risco, como crianças com fracasso escolar, é também uma alternativa usada pelo grupo para aperfeiçoar a compreensão sobre os efeitos da intervenção direta, com avaliação de processos micro, no nível da interação em tempo real do organismo com seu ambiente imediato, e processos macro, com medidas da eficácia e da eficiência de procedimentos de remediação (por exemplo, na aprendizagem da leitura e escrita).