Plano de Gestão de Dados - FAPESP

Gestão de Dados

A FAPESP reconhece a importância da gestão adequada dos dados de pesquisa como parte essencial das boas práticas de pesquisa. Para tanto, considera necessário que os dados resultantes de projetos financiados pela Fundação sejam gerenciados e compartilhados de forma a garantir o maior benefício possível para o avanço científico e tecnológico.

Além de racionalizar recursos, a gestão apropriada de tais dados facilita a reprodutibilidade da pesquisa e permite promover novas pesquisas, graças à possibilidade de reúso e compartilhamento. Além disto, ajuda a realização de novas análises, com execução de outros testes ou métodos de análise. Também facilita o treinamento de novas gerações de pesquisadores e a exploração de tópicos não previstos no projeto original.

Por estes motivos, um Plano de Gestão de Dados vem se tornando componente obrigatório na fase de submissão de um projeto. É exigido pela maioria das agências de fomento públicas e privadas da América do Norte, Austrália e de alguns países europeus (Grã-Bretanha, Holanda, Alemanha, países escandinavos).

Conteúdo do Plano de Gestão de Dados - FAPESP

Para determinadas modalidades e chamadas, o documento “Plano de Gestão de Dados” faz parte dos anexos obrigatórios de uma proposta submetida à FAPESP.

Um Plano de Gestão de Dados é um texto que deve responder a duas perguntas básicas:

1. Quais dados serão gerados pelo projeto

2. Como serão preservados e disponibilizados, considerando questões éticas, legais, de confidencialidade e outras

O texto de um Plano varia conforme a disciplina, os tipos de dados considerados e como os responsáveis pelo projeto pretendem disponibilizá-los. Algumas chamadas FAPESP poderão especificar o formato desejado do Plano. Para todos os demais casos, o Plano submetido como anexo de uma proposta à FAPESP deve seguir as seguintes diretivas:

Texto de até duas páginas, contendo as seguintes informações

a) Descrição dos dados e metadados produzidos pelo projeto - por exemplo, amostras, registros de coleta, formulários, modelos, resultados experimentais, software, gráficos, mapas, vídeos, planilhas, gravações de áudio, bancos de dados, material didático e outros.

b) Quando aplicável, restrições legais ou éticas para compartilhamento de tais dados, políticas para garantir a privacidade, confidencialidade, segurança, propriedade intelectual e outros.

c) Política de preservação e compartilhamento (por exemplo, compartilhamento imediato ou apenas após a aceitação da publicação associada). Período de carência (antes do compartilhamento) e período durante o qual os dados serão preservados e disponibilizados.

d) Descrição de mecanismos, formatos e padrões para armazenar tais itens de forma a torná-los acessíveis por terceiros. Esta descrição pode incluir o uso de repositórios e serviços de outras instituições.

Ferramentas online para criação de Planos

Exemplos de planos de gestão de dados podem ser encontrados nos endereços https://dmptool.org/ e https://dmponline.dcc.ac.uk/, respectivamente associados a Planos de Gestão de Dados nos EUA e países do continente europeu, incluindo formato para submissão ao H2020. Os dois endereços disponibilizam centenas de modelos de planos que foram submetidos a um grande número de agências de fomento, para as mais diversas áreas do conhecimento. Além disto, estes sites ajudam a gerar um Plano, orientando o pesquisador com perguntas em questionários online.

Para usar estas ferramentas, é preciso criar uma conta de usuário, sendo de uso livre para qualquer usuário.

Documentos e páginas de interesse - Planos de Gestão de Dados

Planos de Gestão de Dados vêm sendo exigidos há mais de uma década pelas principais agências governamentais ou privadas de fomento à pesquisa na América do Norte, Europa e Austrália. Esta página apresenta alguns endereços da rede onde podem ser consultados manuais, exemplos de planos e diretivas para redigi-los, para as mais variadas disciplinas.

Vale a pena notar que as instruções variam bastante, em função da área do conhecimento. No entanto, o conjunto de informações básicas a ser fornecido é sempre o mesmo – quais dados serão produzidos pelo projeto, restrições de compartilhamento, como serão compartilhados e como serão preservados.

1. National Science Foundation, EUA

2. National Institutes of Health, EUA

Guia Prático para Criação de um Plano e Compartilhamento de Dados. Descrição detalhada de como preparar um plano, seu conteúdo, e a importância do compartilhamento de dados para o avanço da ciência. Embora específico para a Saúde, o texto é aplicável a um grande leque de áreas do conhecimento: https://grants.nih.gov/grants/policy/data_sharing/data_sharing_guidance.htm

3. National Endowment for the Humanities, EUA

4. Documentos para ajuda a pesquisadores britânicos (todas as agências do RCUK e algumas agências privadas), com explicações, exemplos, e requisitos de cada agência. Estas páginas são mantidas pelo Data Curation Center, um órgão nacional de curadoria e preservação de dados de pesquisa

5. Horizon 2020

Documento que descreve como preparar um plano para submissão a projetos dentro do programa Horizon2020. Enumera perguntas que um pesquisador se deve fazer no preparo de planos. Esta versão do documento se refere a planos “FAIR” (sigla que indica que os dados devem ser Findable, Accessible, Interoperable and Reusable).

A sigla FAIR se tornou referência mundial para indicar que os dados produzidos por um projeto obedecem a estes 4 princípios: http://ec.europa.eu/research/participants/data/ref/h2020/grants_manual/hi/oa_pilot/h2020-hi-oa-data-mgt_en.pdf

6. Alguns repositórios para armazenar dados de pesquisa, sugeridos pelo periódico Nature, para seis grandes áreas do conhecimento, incluindo Biológicas, Saúde, Exatas e Ciências Sociais: https://www.nature.com/sdata/policies/repositories

7. Várias universidades americanas e européias oferecem uma análise extensa, e muito bem documentada, detalhando boas práticas, conteúdo de um plano, e sugestões de repositórios para armazenamento de dados. Seguem exemplos:

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