Sobre o BIOTA

Lançado em março de 1999, o objetivo do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP) é conhecer, mapear e analisar a biodiversidade do Estado de São Paulo, incluindo a fauna, a flora e os microrganismos, mas, também, avaliar as possibilidades de exploração sustentável de plantas ou de animais com potencial econômico e subsidiar a formulação de políticas de conservação dos remanescentes florestais.

O BIOTA-FAPESP foi denominado o Instituto Virtual da Biodiversidade por sua forma de organização, integrando pesquisadores de várias instituições e estudantes via internet. Cientistas das principais universidades públicas paulistas, institutos de pesquisa e organizações não governamentais participam de projetos para conhecer, mapear e analisar a biodiversidade distribuída em ambientes terrestres, marinhos e em outros ecossistemas, bem como propor alternativas e políticas públicas para preservá-la. O BIOTA-FAPESP envolve mais de 1.200 profissionais.

As informações produzidas pelo Programa BIOTA-FAPESP (www.biota.org.br) estão em bancos de dados abertos à comunidade científica do Brasil e do exterior. A padronização das coletas permitiu a construção do Sistema de Informação Ambiental, SinBIOTA (sinbiota.cria.org.br), que cadastra e integra as coletas de plantas ou de animais realizadas no Estado de São Paulo com coordenadas geográficas, que podem ser consultadas a partir do nome científico da planta ou do animal, do nome do coletor, da localidade ou da data de coleta.

O SinBIOTA está assentado sobre uma base cartográfica com os remanescentes de vegetação nativa, áreas reflorestadas com espécies exóticas (Pinnus e Eucalyptus), as unidades de conservação, a rede de rios e de estradas e as áreas urbanas. Esta é a segunda base de dados: o Atlas do Programa BIOTA-FAPESP, que incorpora o Inventário Florestal de São Paulo, levantamento coordenado pelo Instituto Florestal. Feito a partir de de levantamentos de campo, de fotos aéreas e de imagens de satélite, o Inventário monitora a área ocupada pelos remanescentes de vegetação nativa do Estado de São Paulo.

Em sistema mais amplo, o SpeciesLink (splink.cria.org.br), estão acumulados 2 milhões de registros de dados resultantes das pesquisas ou contidos em acervos de coleções biológicas nacionais e estrangeiras.

Outros desdobramentos do BIOTA-FAPESP são a revista científica eletrônica BIOTA Neotropica (www.biotaneotropica.cria.org.br), com resultados relevantes de estudos sobre a biodiversidade da região Neotropical, associados ou não ao Programa, e a Rede BIOTA de Bioprospecção e Bioensaios (BIOprospecTA – www.biotaprospecta.org.br), que integra grupos de pesquisa do Estado de São Paulo que atuam, direta e indiretamente, com a prospecção de novos compostos de interesse econômico em microrganismos, fungos macroscópicos, plantas, invertebrados (inclusive marinhos) e vertebrados.

O Programa produziu, junto com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, uma série de mapas que constituem o suporte científico para orientar as estratégias de conservação, preservação e restauração da biodiversidade nativa do Estado de São Paulo.