Doenças transmitidas por mosquitos é o tema do Ciência Aberta

05 de junho de 2018

 

O Brasil enfrenta um complexo cenário epidemiológico caracterizado pela circulação de quatro vírus que preocupam a saúde pública: Zika, Chikungunya, dengue e febre amarela. Os quatro são arbovirores, transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Entre os anos de 2015 e 2017, foram registrados no Brasil mais de 204 mil casos de Zika e quase 292 mil de Chikungunya. Um número ainda maior ficou com a dengue, com 2,8 milhões. O Brasil concentrou 64% dos casos da doença notificados em todo o continente americano.

“Doenças transmitidas por mosquitos: Zika, dengue, Chikungunya e febre amarela” será o tema da terceira edição do Ciência Aberta, programa de TV produzido pela FAPESP em parceria com o jornal Folha de S.Paulo. O programa sobre doenças transmitidas por mosquitos será exibido ao vivo no dia 5 de junho, a partir das 15 horas.

Pesquisadores debaterão desafios enfrentados em estudos e na prevenção de doenças como Zika, dengue, chikungunya e febre amarela. Entre as estratégias de combate ao problema está a formação de uma rede de cientistas articulada com os sistemas de atendimento de saúde pública, pars administrar as epidemias e proteger a população.

Os pesquisadores convidados serão Margareth Capurro, Jayme Augusto de Souza-Neto e Maurício Lacerda Nogueira.

Capurro é professora no Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP). Tem experiência na área de Bioquímica, com ênfase em Biologia Molecular, atuando principalmente no tema “Utilização de linhagens transgênicas de Aedes aegypti no controle da transmissão de arboviroses”. É coordenadora do projeto Projeto Aedes Transgênico (PAT) e especialista indicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para participar do projeto Consensus Document on Aedes aegypti da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Souza-Neto é professor no Departamento de Bioprocessos e Biotecnologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu. Coordena o Laboratório de Genômica Funcional e Microbiologia de Vetores (Vectomics). É membro da Rede Zika do Estado de São Paulo e coordenador da Rede Arboviroses da Unesp. É membro do Programa FAPESP de Pesquisa sobre o vírus Zika. Investiga a interação vetor-patógeno visando identificar genes e bactérias para o bloqueio da transmissão de patógenos humanos. Coordena atividades de pesquisa junto a grupos do Reino Unido no âmbito dos acordos de cooperação da FAPESP com o Imperial College e a Keele University.

Nogueira é professor na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Virologia, atuando principalmente nos seguintes temas: flavivírus, dengue e relação vírus-célula. Atua também no Hospital de Base de São José do Rio Preto na Unidade de Biologia Molecular. É Presidente da Sociedade Brasileira de Virologia.

Realizado mensalmente no auditório da FAPESP, o programa é exibido ao vivo pelo site da FAPESP (www.fapesp.br), pela página da Agência FAPESP no Facebook (www.facebook.com/agfapesp) e no YouTube (www.youtube.com/user/fapespagencia) e pelo site da TV Folha (www1.folha.uol.com.br/tv).

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