Programação completa do Ciclo de Conferências

Ciclo de Conferências Ano Internacional da Química – 2011  


 
04/04/2011 - Fontes alternativas de energia e mudanças climáticas
12/05/2011 - Novos Materiais
08/06/2011 - Química medicinal: desafios e perspectivas
19/07/2011 - Biodiversidade & Química
03/08/2011- A química doce, amarga e perfumada
14/09/2011 - Doenças negligenciadas e os desafios no desenvolvimento de novos medicamentos

05/10/2011 - A Química no contexto da Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação

19/10/2011 - Novas fronteiras tecnológicas da química
09/11/2011 - A contribuição de Marie Curie para a ciência e um olhar sobre o papel das mulheres cientistas
 
4 de abril de 2011 (14:00 – 18:00)
Espaço APAS – Rua Pio XI, 1200
 
Coordenador: Arnaldo Alves Cardoso (IQ-Unesp, Araraquara, SP) -  PDF

Conferencistas:  
Jailson B. de Andrade (IQ-UFBA, Salvador) - PDF
Carlos Nobre (Inpe, São José dos Campos, SP) - PDF
Gláucia Mendes Souza (IQ-USP, São Paulo) - PDF
Luiz Ramos (UFPR, Curitiba).
 
Vídeos do workshop

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Cientistas de várias partes do mundo deram um alerta no final do século XX: havia fortes evidências da ocorrência de mudanças climáticas que se intensificariam ao longo das próximas décadas. Hoje se sabe que é necessário diminuir as emissões de dióxido de carbono, em grande parte geradas na produção de energia, como modo de evitar o agravamento do aquecimento global. Uma das soluções em discussão seria investir mais em biocombustíveis. A química, sempre importante nos processos industriais, tem participação indispensável na produção de energia mais limpa.
 
No final do século XIX a humanidade já havia enfrentado outra grande ameaça. Como aumentar a produção de alimentos na mesma proporção do crescimento da população? O conhecimento químico deu a resposta, uma das maiores contribuições ao bem-estar da humanidade: a transformação do gás nitrogênio, componente do ar, em nitrogênio assimilável pelas plantas pelo processo Haber-Bosch (1909). Essa técnica possibilitou o desenvolvimento de fertilizantes químicos nitrogenados e a consequente revolução agrícola no campo, que hoje permite alimentar mais de 6 bilhões de pessoas. O trabalho de Fritz Haber e Carl Bosch foi tão significativo que a mudança geopolítica atual – com a entrada em cena de países como Brasil, Índia, China e Rússia – é também resultado do mercado de commodities agrícolas e, indiretamente, da disponibilidade de nitrogênio assimilável. 
 
Poderia a agricultura moderna produzir alimentos e também energia no campo para minimizar os efeitos das mudanças ambientais em curso? Qual seria o papel da química neste novo cenário? Qual a intensidade das mudanças climáticas globais ora em curso? A química conseguiria repetir hoje o papel que já teve no início do século XX e prover um século XXI melhor? Essas são algumas questões relevantes que serão discutidas dentro do Ciclo de Conferências.
 

Novos Materiais (voltar ao índice)

12 de maio (13:30 – 18:00) 
Espaço APAS – Rua Pio XI, 1200
 
Coordenadora: Rosário Elida Suman Bretas (CCET-UFSCar, São Carlos, SP)
 
Conferencistas:
Fernando Galembeck (IQ- Unicamp, Campinas, SP)PDF
Oswaldo Alves (IQ- Unicamp, Campinas, SP)
Henrique Toma (IQ-USP, São Paulo)PDF
 
A era dos materiais nano, com o tamanho de algumas poucas centenas de átomos, já começou. Materiais são alicerces da tecnologia. Eles marcaram os vários estágios do desenvolvimento humano, desde a idade da pedra, do bronze e do ferro. Também revolucionaram a ciência com os vidros, materiais ópticos e lasers e mudaram o conceito da eletrônica moderna, com o planejamento molecular, sol-gel e deposição de vapores químicos. Agora, velhos conhecidos tornaram-se novos materiais incorporando os avanços da miniaturização e da microtecnologia. 
Com novos recursos de imagem e manipulação na escala nanométrica, o mundo dos biominerais começa a ser revelado ao mesmo tempo em que nanopartículas, nanofios, nanotubos e nanofilmes impulsionam a nanotecnologia, como aditivos de performance, sensores, transportadores e catalisadores, por meio de suas propriedades ópticas, magnéticas, biológicas e plasmônicas. Nanomateriais de segunda geração já incorporam funcionalidade; os de terceira geração, as nanoarquiteturas. Em breve, teremos os nanomateriais de quarta geração, mais inteligentes e versáteis, imitando os biomateriais que a natureza vem aperfeiçoando nos últimos bilhões de anos. Nesta conferência será possível conhecer mais sobre esse novo mundo explorado pelos químicos.
 
 
08 de junho (13:30 – 18:00)
Local: FAPESP - Auditório Governador Carlos Alberto de Carvalho Pinto, Rua Pio XI, 1500, Alto da Lapa, São Paulo
 
Coordenadora: Heloísa Beraldo (UFGM, Belo Horizonte) - PDF
 
Conferencistas:
Eliezer J. Barreiro (Lassbio-UFRJ, Rio de Janeiro) - PDF
Silvia Regina Rogatto (FM-Unesp, Botucatu, SP) - PDF
Luiz Carlos Dias (IQ-Unicamp, Campinas, SP) - PDF
 
O processo de descoberta e desenvolvimento de fármacos é complexo, longo e de alto custo e é ligado, quase sempre, às inovações científicas e tecnológicas. A química medicinal tem papel central no processo de pesquisa e desenvolvimento de fármacos e caracteriza-se pela multidisciplinaridade. Ela abrange especialidades como a química orgânica, bioquímica, farmacologia, informática, biologia molecular e estrutural, entre outras. 
De acordo com a União Internacional de Química Pura e Aplicada, a química medicinal envolve invenção, descoberta, planejamento, identificação, preparação e interpretação do mecanismo de ação molecular de compostos biologicamente ativos. Além da descoberta de moléculas bioativas, esse ramo da química também incorpora os estudos do metabolismo e das relações entre a estrutura química e atividade. No Ciclo de Conferências serão discutidos os desafios e perspectivas em química medicinal para o desenvolvimento de novos fármacos e a produção de medicamentos genéricos no Brasil.
 
 
 
19 de julho (13:30 – 18:00)
Local: FAPESP - Auditório Governador Carlos Alberto de Carvalho Pinto, Rua Pio XI, 1500, Alto da Lapa, São Paulo
 
Coordenadora: Dulce Helena Siqueira Silva (IQ-Unesp, Araraquara, SP)
 
Conferencistas:
Carlos Joly (IB-Unicamp, Campinas, SP) PDF
Vanderlan da Silva Bolzani (IQ-Unesp, Araraquara, SP) PDF
Anita Marsaioli (IQ-Unicamp, Campinas, SP) PDF

Biodiversidade e Química PDF
 
Em 2010 comemorou-se o Ano Internacional da Biodiversidade e, em 2011, o mundo celebra o Ano Internacional da Química. É uma feliz coincidência já que essas duas áreas do conhecimento têm uma enorme afinidade por tratarem dos conceitos fundamentais que regem a vida. A noção de variedade biológica é conhecida desde a Grécia antiga. No entanto, o conceito de biodiversidade é recente e, além de expressar a riqueza biológica na Terra, também engloba a fantástica diversidade química dos organismos vivos de todas as origens e espécies. Isso ocorre pelo fato de que todas as formas de vida têm, na sua essência, um componente químico responsável pela sua fisiologia, regulação e adaptação. 
Como ciência crucial ao entendimento da maquinaria metabólica, a química participa dos mecanismos complexos das funções vitais e, portanto, complementa o entendimento de reações celulares essenciais ao funcionamento do sistema biológico. A biodiversidade também é uma fonte inesgotável de inspiração micro e macromolecular, que revolucionou a síntese orgânica de novas estruturas moleculares e a produção de fármacos, cosméticos e agroquímicos disponíveis no mercado, reconhecidos pelo imenso valor econômico e social para a qualidade de vida da espécie humana. Esta sessão do Ciclo de Conferências abordará a interação entre essas duas áreas tão importantes, química e biodiversidade. 
 
 
03 de agosto (13:30 – 18:00)
Local: FAPESP - Auditório Governador Carlos Alberto de Carvalho Pinto, Rua Pio XI, 1500, Alto da Lapa, São Paulo
Coordenador:
 Norberto Peporine Lopes (USP-Ribeirão Preto, SP) 
 
Conferencistas:
Claudia Rezende (IQ-UFRJ, Rio de Janeiro) PDF
Vitor Ferreira (IQ-UFF, Niterói, RJ) PDF
Ângelo da Cunha Pinto (IQ-UFRJ, Rio de Janeiro) PDF
 
As sensações de amargo, doce e dos odores fazem parte do conjunto das percepções das plantas e dos animais. Para os seres humanos elas são responsáveis por diversos momentos da vida, mas para os animais algumas dessas sensações representam a diferença entre a vida e a morte. Essas percepções são causadas por substâncias químicas naturais ou sintéticas que representam cadeias produtivas importantes para a economia dos países.  
 
Os produtos naturais como carboidratos, terpenos, fragrâncias, alcaloides e flavonoides, entre outros, são utilizados in natura ou servem de inspiração para novos fármacos, adoçantes sintéticos, fragrâncias. Esta conferência pretende mostrar os aspectos das sensações de amargo e doce e dos odores e suas correlações com o desenvolvimento atual científico e tecnológico.
 
 
14 de setembro (13:30 – 18:00)
Local: FAPESP - Auditório Governador Carlos Alberto de Carvalho Pinto, Rua Pio XI, 1500, Alto da Lapa, São Paulo
 
Coordenador: Carlos A. Montanari (IQ-USP, São Carlos, SP) 
 
Conferencistas: 
Celia Garcia (IB-USP, São Paulo)
Glaucius Oliva (IF-USP, São Carlos, SP) 
Adriano Andricopulo (IF-USP, São Carlos, SP)
 
As doenças tropicais negligenciadas (DTN) afetam mais de 1 bilhão de pessoas, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Essas doenças afetam as populações mais pobres e vulneráveis do planeta e causam grande impacto socioeconômico sobre o desenvolvimento das regiões atingidas. Os medicamentos disponíveis são extremamente limitados e apresentam sérios problemas, como baixa eficácia e elevada toxicidade. Nesta sessão do Ciclo de Conferências serão discutidos os desafios e oportunidades para o desenvolvimento de novos medicamentos para as DTN, com ênfase nos aspectos relevantes em ciência, tecnologia e inovação.
 
 
05 de outubro (13:30 – 18:00) 
Local: FAPESP - Auditório Governador Carlos Alberto de Carvalho Pinto, Rua Pio XI, 1500, Alto da Lapa, São Paulo
 
Coordenador: Paulo Cezar Vieira (UFSCar, São Carlos) PDF

Conferencistas: 
Cezar Zucco (IQ-UFSC, Florianópolis) PDF
Carlos Henrique de Brito Cruz (FAPESP, São Paulo) PDF
Ronaldo Mota (MCT, Brasília) PDF
 
Pesquisa e inovação tecnológica são alguns dos pilares de sustentação de uma nação desenvolvida e soberana. E ambas são fruto de um conjunto de fatores tendo como base um sistema de educação sólido em todos os níveis, com geração de ciência feita na fronteira do conhecimento e um setor industrial apto a absorver as novas informações para aprimorá-las e transformá-las em produtos. Os avanços tecnológicos em várias áreas de pesquisa, com destaque para a química, são uma realidade em setores industriais estratégicos para a economia nacional.
Nos últimos anos, a ciência e tecnologia de países emergentes como Brasil, China e Índia vêm ocupando espaços importantes nas discussões internacionais, destacando-se de maneira competitiva. O Brasil encontra-se hoje diante de um quadro rico em oportunidades que lhe permite dar um salto qualitativo até então não conseguido em sua história. Esse modelo, em que a educação, a ciência e a tecnologia dependem de uma ação constante do Estado, das organizações empresariais, sociais e dos cidadãos (professores, técnicos, cientistas, gestores, empresários, políticos), será discutido neste Ciclo de Conferências.
 
 
PROGRAMAÇÃO
13:30 Credenciamento e café
14:00 Abertura
14:10 José Fernando Perez (Recepta Biopharma, SP) PDF
14:50 Luiz Eugênio Mello (Vale, RJ) PDF
15:30 Edmundo Aires (Braskem, SP) PDF
16:10 Coffee Break
16:30 Thais Guaratini (Lychnoflora, Ribeirão Preto, SP) PDF
17:10  Debates
 
Algumas empresas brasileiras do setor químico são internacionalmente reconhecidas por seu potencial inovador, para o qual, em muitos casos elas não dispensam a colaboração com as universidades. É dos sucessos e novos desafios dessas empresas que o ciclo de debates também vai tratar. Como sabemos, a química, ciência que estuda a matéria e suas transformações, é uma das áreas do conhecimento de maior impacto para o desenvolvimento de uma nação e de maior presença no cotidiano de todos nós. Fornecedora de matérias-primas e manufaturados para todos os setores produtivos, da agricultura ao segmento aeroespacial, a indústria química, tem na inovação radical ou incremental um de seus imperativos, visto que ela é o caminho para a competitividade e para o sucesso de mercado. No Brasil, o setor químico é o segundo em importância na formação do PIB Industrial, desempenhando, portanto, relevante papel na economia nacional, ainda que deva continuar avançando a passos largos no âmbito da inovação.

Programação
13h30 – Credenciamento e café
14h00 – Abertura
14h10 – Coordenador: José Fernando Perez (Recepta Biopharma, SP)
14h30 – Luiz Eugênio Mello (Vale, RJ)
15h30 – Edmundo Aires (Braskem, SP)
16h30 – Coffee Break
17h00 –  Petrobras - a confirmar
 
 
09 de novembro (09:00 – 12:00)
Local: FAPESP - Auditório Governador Carlos Alberto de Carvalho Pinto, Rua Pio XI, 1500, Alto da Lapa, São Paulo
 
Coordenadora: Marília O. F. Goulart (Departamento de Química, UFAL, Maceió)

Conferencistas: 
Maria Vargas (IQ-UFF, Niterói, Rio)
Ana Maria Alfonso-Goldfarb (PUC-SP) 
Gabriel Pugliese (Escola de Sociologia e Política, São Paulo)
 
As celebrações do Ano Internacional da Química e as homenagens a Marie Curie caminharão juntas em 2011. A cientista foi a primeira mulher a ser laureada com o Premio Nobel de Química, há cem anos, o que contribuiu para que a Unesco e União Internacional de Química Pura e Aplicada escolhessem a data. A pesquisadora polonesa radicada na França é, até hoje, a única pessoa a receber duas vezes o Nobel em áreas diferentes da ciência. Além do prêmio em Química – ganho pela descoberta dos elementos polônio e rádio e por ter isolado o rádio –, levou também o de Física em 1903, dividido com Pierre Curie, seu marido, e com Henri Becquerel, pelos estudos sobre radioatividade espontânea. 
 
Marie Curie figura na Enciclopédia Britânica como uma das 300 mulheres reconhecidas pelas contribuições que mudaram o mundo. Mesmo com todo o sucesso e reconhecimento científico, ela não foi poupada de preconceitos inerentes às mulheres que, ao longo do tempo, vêm sendo revistos. As conquistas femininas hoje são evidentes e as mulheres, incluindo as pesquisadoras, ganham cada vez mais espaço em todos os setores da sociedade. A conferência abordará as contribuições de Madame Curie e as dificuldades e conquistas das cientistas mulheres.
 
 
09 de novembro (14:00 – 18:00)
Local: FAPESP - Auditório Governador Carlos Alberto de Carvalho Pinto, Rua Pio XI, 1500, Alto da Lapa, São Paulo
 
Coordenador: Leandro Helgueira (IQ-USP, São Paulo) 

Conferencistas: 
Luiz Henrique Catalani (IQ-USP, São Paulo)
Jerson Lima Silva (IB-UFRJ, Rio de Janeiro)
Sidney de Lima Ribeiro (IQ-Unesp, Araraquara, SP)
Etelvino Bechara (Unifesp, Diadema, SP)
 
A medicina moderna depende cada vez mais de uma compreensão profunda da lógica molecular que rege a vida. A química complementa a medicina em diversos campos: diagnóstico, cirurgias, desenvolvimento de novos fármacos, engenharia biomédica e outros. Por muito tempo a bioquímica e a fisiologia celular fizeram a ponte de conexão entre química e medicina, dois ramos da ciência aparentemente distantes. Hoje, avanços impostos pela atual sociedade do conhecimento tornaram a interdisciplinaridade indispensável a todas as ciências. 
 
Áreas científicas que no passado andavam isoladas agora mantêm estreitos vínculos de colaboração, um arranjo indispensável para ganhar mais saber e desenvolver novas tecnologias. Esta sessão do Ciclo de Conferências tratará de exemplificar aspectos da química fundamental que apresentam forte integração com os últimos avanços no estado da arte da medicina moderna.